O Byte

O Byte teve sua origem a partir de um comentário feito no encontro geral anual da então USYRU (atualmente US Sailing), quando um representante perguntou porque não poderia haver um barco como o Europa®, porém barato. Ian Bruce, duas vezes velejador olímpico, pai do Laser® e construtor de dez diferentes classes internacionais reconhecidas pela ISAF, estava neste encontro.
Entretanto, quando foi considerada a faixa de peso para tal barco, imediatamente veio à sua mente milhares de crianças que saem do Optimist® com poucas opções de barcos para continuar velejando, dai nasceu o conceito. O barco não seria específico para homens ou mulheres, ou tão pouco baseado na idade, mas sim pelo peso de seu velejador, com uma faixa variando entre 45 a 70 kg para regatas .e podendo variar até 120 kg se somados o peso total de até dois tripulantes, tratando-se apenas de lazer.

Desempenho

Com o conceito estabelecido, decidiu-se que o nível de desempenho do barco seria voltado para velejadores com alguma experiência e que buscassem um barco mais estimulante e exigente em regatas. O Byte superou essas expectativas, é um barco de alto desempenho, rápido e muito exigente. Devido ao histórico de seu projetista e por se parecer com o Laser®, os dois barcos são inevitavelmente comparados, mas qualquer comparação não tem muito significado, pois foram projetados para grupos distintos de velejadores.
O Byte tem apenas 3.70m de comprimento, um casco de 45kg, contém um traveler, que facilita a desaceleração e controles de testa, burro e esteira em ambos os lados do deck. O burro tem um sistema de redução 12/1, feito com moitões roletados. Tudo isso projetado para facilitar o desempenho deste grupo de velejadores leves.

Público alvo

Usando uma curva de 50% de massa x idade da população ocidental, a faixa de peso que o Byte cobre é de 85% de mulheres a partir dos 15 anos até o final da vida, 80% de meninos que saem do Optimist aos 15 anos (com 50% até os 18 anos) e aproximadamente 35% dos homens adultos. Se incluirmos a população asiática, os números masculinos sobem aproximadamente para 75%.
De acordo com o membro da comissão médica da ISAF e hoje presidente da IOC, Dr. Jacques Rogge, considerando-se o peso como fator de distribuição mundial e selecionando um barco para homens entre 50 e 60 kg e mulheres entre 40 e 55 kg, o Byte é o barco que atende esta comunidade tendendo a aumentar mundialmente a participação masculina em 50% e feminina em 75%.

Os bons resultados Classe Byte

O primeiro evento significante na vida da classe foi o estabelecimento, feito pelo projetista de um segundo fabricante na Inglaterra, aspecto importante para promovê-lo internacionalmente. O segundo aspecto foi o reconhecimento pela Canadian Yachting Association de que o barco tinha potencial para atrair os meninos e meninas formados no Optimist e o reconhece-lo como barco juvenil, iniciando no Campeonato Nacional Juvenil (até 18 anos). No primeiro ano atraiu 25 competidores tendo um vencedor masculino seguido de um feminino. Com o sucesso deste evento a CYA reconheceu a classe como parte do programa juvenil canadense e incluiu um evento aberto como parte oficial do Campeonato Juvenil. No seu segundo ano atraiu 30 barcos e desta vez com uma menina em primeiro lugar seguida de um menino. Em 1996, em seu terceiro ano, 48 barcos competiram, dessa vez vencida por um menino seguido de uma menina. O Byte demonstrou que não dá preferência para sexo algum.
Por causa da popularidade do barco e do alto nível de velejadoras que a classe vem produzindo, a CYA usou o evento Campeonato Aberto de Byte de 1998 para definir a velejadora para o Campeonato da Juventude da ISAF.
No Campeonato Norte Americano de 1998, parte do CORK Week em Kingston, Ontário - Canadá, 103 competidores participaram de uma serie de 12 regatas e previamente atenderam a um festival e treino.

O Byte obtém o Status de classe reconhecida pela ISAF

Com a classe ativa em dois continentes, em novembro de 1995 a Associação Internacional da Classe Byte fez uma pedido a ISAF para a obtenção de classe reconhecida sobe sua nova diretriz. O Byte foi reconhecido como classe na reunião de abril de 1996.
Em 1998, a ISAF mudou as regras de seleção de barcos juvenis e o Byte tornou-se oficialmente disponível para o uso no Mundial da Juventude. De fato, a classe foi escolhida como barco individual feminino em 1999, 2000, 2001 e 2002.
Em novembro de 1999, os organizadores das Olimpíadas de Sydney 2000, ISAF e Volvo World Youth Championships selecionaram o Byte como barco individual feminino.
Em nota final, a classe tem agora uma cadeira no Comitê Internacional de Classes, permitindo participação em todas as decisões da ISAF referentes a classes reconhecidas e internacionais.

No Brasil

A classe veio para o Brasil em 2005 através da Armada Boats e teve seu primeiro Campeonato Brasileiro em 2006 em Porto Alegre (RS). No segundo Campeonato Brasileiro ocorrido em março de 2007, o campeão ganhou do fabricante uma passagem para o mundial ocorrido na Tailândia em abril daquele mesmo ano. Três velejadores brasileiros competiram neste mundial, obtendo como resultado um terceiro lugar geral e o um primeiro na categoria máster. Em 2008 o campeão brasileiro também representou o Brasil no Mundial da Inglaterra obtendo um honroso 4º lugar na classificação geral. Para 2010 estaremos sediando o I Campeonato Sul Americano Byte CII, bem como as Seletivas Olimpicas para a I Olimpiada Juvenil a ser realizada no mesmo ano em Singapura.

topArmadaBoats - Todos os Direitos Reservados.